Restauração da Independência  de Portugal- Comemoração de um País Soberano!

Ana Valentina Angelo

Restauração da Independência de Portugal - Índole de um País Soberano!

Sob o céu de Figueira XIX

Parabéns a você, Figueira da Foz, e a todos os portugueses, por esta data, 1º de dezembro, na qual se comemora um Portugal livre e único. A Restauração da Independência é uma comemoração de um Portugal Soberano!

 

Olá, Figueira da Foz!

Hoje, o céu amanheceu branco como se fora algodão …. Da janela espio o “verde figueirense” a se deliciar com uma chuva fina e persistente….

 

 Você, Figueira, não está florida como na primavera, mas as tonalidades do seu verde são exuberantes. Pouco importa que esteja friozinho; o nosso passeio de hoje é diferente. Vamos nos aventurar pela História de Portugal.

 

Dia 1° de dezembro de 2020 chegou e os figueirenses gostariam de estar nas praças, ou mesmo nas praias, comemorando a data que enaltece um dos feitos mais importante de História de Portugal, a Guerra da Restauração da Independência de 1640, contudo a segunda onda da pandemia da Covid-19 não permite.

 

O Forte de Santa Catarina de Figueira da Foz

Estima-se que o Forte de Santa Catarina tenha sido construído no reinado de Filipe II (l580 a 1598) da Espanha, no Monte de mesmo nome, na entrada da barra do Rio Mondego, financiado por recursos de Vila Buarcos, Universidade de Coimbra, do Cabido e do Mosteiro de Santa Cruz.

 

Tempos depois, por ordem do Conselho de Guerra de João IV, preocupado com a defesa da costa marítima, o Forte de Santa Catarina de Figueira da Foz, recebe obras que aumentam “uma de suas cortinas para comportar 15 peças de artilharia”¹  Portanto, em 1640, Figueira da Foz continuava a fazer História. Então… vamos viajar no tempo…

Forte de Santa Catarina - Foto: Cesar Angelo

A Guerra da Restauração da Independência de Portugal 1640-1668

A princípio há que se considerar o protagonismo no cenário histórico europeu da época:  aqui se fala de um povo milenar, advindo de culturas diferentes, numa luta constante pela sobrevivência física, pela preservação de valores tradicionais de costumes, principalmente religiosos, e pela sua obstinação à hegemonia política e territorial de Portugal.

A morte de Dom Sebastião em 1578

Dom Sebastião

O fato da morte de Dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir em 1578, resultou em uma grande crise; assume a Coroa Dom Henrique, cardeal da Igreja Católica que falece em 1580 e não havia herdeiros diretos ao trono de Portugal.

Cardeal Dom Henrique

A Dinastia Filipina (União Ibérica)

Alguns nobres portugueses reclamaram a Coroa mas o trono foi para as mãos do Rei Filipe II da Espanha. Deste modo, estabelece-se a União Ibérica: Unidade Política entre as monarquias Portugal e Espanha que se manteve por sessenta anos. O período foi chamado de Dinastia Filipina.

A Dinastia Filipina – Portugal é subjugado pela Espanha

“A maior parte dos membros da principal instituição da época, o Conselho de Governadores do Reino de Portugal, ofereceu apoio à aclamação do monarca espanhol, mas houve resistência armada do Prior do Crato. Felipe II também mobilizou seus exércitos para dentro de Portugal, que ocuparam várias cidades do reino sem grande dificuldade. Além da força de seus exércitos, Felipe II ainda contou com o apoio do duque de Alba, Fernando Pimentel, que derrotou a resistência do Prior do Crato e garantiu a sujeição portuguesa ao rei da Espanha.”²

Brasão de Armas de Espanha
Retrato de Felipe II da Espanha por Sofonisba Anguissola

Em 1581, Filipe II da Espanha foi nomeado Filipe I de Portugal.

A medida que delegava Portugal à Coroa da Espanha, não agradava aos lusitanos pois, naquele momento, o chamado “império colonial português” estava no auge de suas conquistas coloniais e do crescimento da sua economia. Assim, a união dos dois países refletia negativamente nas questões das colônias portuguesas de ultramar.

O cenário continental também não era dos mais propício ao povo lusitano, pois ao mesmo tempo que a Europa era assolada pela guerra civil religiosa, provocada pelos movimentos das Reformas Protestantes, Portugal passa a responder politicamente à Espanha que era reconhecida como a principal potência Católica do continente, não benquista pelos países adeptos ao Protestantismo emergente.

Holanda rompe acordos com Portugal

 À época, Portugal mantinha comércio com a Holanda protestante que refinava o açúcar produzido pelas colônias. Desta forma a Holanda rompe os acordos com Portugal e invade parte de suas colônias no além mar.

 

Os ânimos lusos se arrefecem

Neste contexto histórico, mais que nunca, a reconquista de Portugal era necessária, contudo as instabilidades continentais não ofereciam condições favoráveis para um levante de Portugal. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), provocava confrontos entre dinastias aristocráticas europeias, por religião, posse de terras, disputas sucessórias.

Território Português no tempo da Guerra dos Trinta Anos

Espanha exige soldados e financiamento de Portugal para a Guerra

Domínio Habsburgo - Mapa mostra perda do território Português antes de 1700

Em 1635 a França declara guerra à Espanha na disputa da região do mediterrâneo. A Espanha volta-se a Portugal e exige participação militar e financeira por meio de taxação de imposto ao povo português para sua manutenção nas guerras contra a França. Este cenário recrudesce o sonho lusitano para a busca da restauração do poder de Portugal sobre suas terras.

Revolta do Manuelinho

Em 1637, o episódio de Évora, então denominada Revolta do Manuelinho, teve papel relevante para a busca de um Portugal livre. Tratava-se de uma conspiração, provocada por parte das elites descontentes, com o objetivo de aguçar os ânimos populares de todo o país, em favor de uma posição enérgica contra a opressão da Espanha e questionando a legitimidade da fusão entre as duas nações.

A Revolta do Manuelinho representada num painel de azulejos de Jorge Colaço na estação de Évora

O bravura do povo Português e a consumação da Restauração da Independência

Os ânimos entre os portugueses eram de revolta.  Fidalgos convenceram o então Duque de Bragança, Dom João, neto da duquesa Catarina de Bragança, a lutar pela Coroa portuguesa e, secretamente, estimularam a população das zonas rurais e urbanas a aderir ao plano de retomada de território português.

Portugal, um país soberano!

Assim, em primeiro de dezembro de 1640, “os levantes contra a Espanha tomaram conta de Portugal”³, resultando na aclamação do Duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de Dom João IV, dando início à dinastia de Bragança

 

Brasão de Portugal

A você, convidado especial de Figueira da Foz, que se encontra comigo nesses nossos contatos, até o próximo e cuide-se.  Acate as medidas de prevenção contra o vírus da Covid-19.

 

Nossos agradecimentos aos valentes Profissionais da Saúde do nosso mundo.

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