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Ana Valentina Angelo

Gaivotas... céu... mar...

Sob o céu de Figueira

Gaivotas no céu e na areia

Da minha janela, no oitavo andar, ouço um bater de asas bem perto; me assusto! Ah… é você, gaivota, flertando comigo. Você sobe… e sobe. Larga-se ao vento e plana… plana como uma pluma. Feito um relâmpago, num triz, corta os ares e aterrissa elegantemente na imensidão de areia branca da Praia da Claridade, em meio de outras tantas irmãs… centenas!

Foto: Ana Valentina Angelo Gaivota Praia Da Claridade Figueira da Foz PT

Gaivotas e o barco pesqueiro

Que espetáculo para os não litorâneos, viageiros como eu! À tardinha, lá vão elas, barulhentas, recepcionar os barcos pesqueiros que chegam do mar. É um verdadeiro assédio. O barco adentra lentamente o Rio Mondego, em direção ao porto, sob os gritos de caça de um sem número de gaivotas que bailam, rodopiando ao entorno do casco da embarcação.

Photo: Ana Valentina Angelo Gaivota Praia da Claridade Figueira da Foz PT
Foto: Ana Valentina Angelo Gaivotas Praia da Claridade Concelho de Figueira da Foz PT
Foto: Ana Valentina Angelo Gaivotas Praia da Claridade Concelho de Figueira da Foz PT

¹As gaivotas, tantas, tantas

Fernando Pessoa

As gaivotas, tantas, tantas,
Voam no rio pró mar…
Também sem querer encantas,
Nem é preciso voar.

Foto: Ana Valentina Angelo Tavarede Concelho de Figueira da Foz PT

A Noite não demora

Panorama

O cenário está pronto para a revoada das gaivotas: o crepúsculo é exuberante e as ondas são calmas; a imponente torre exibe o septuagenário relógio da praia da Claridade; a austeridade do Forte de Santa Catarina contrasta com a colorida Marina que, como uma vitrine, expõe modelos e cores de seus barcos atracados no cais, abraçados pelos molhes, na volumosa corrente da foz do Mondego, rio genuinamente português, que deita suas águas no Atlântico.

Foto: Ana Valentina Angelo Revoada da gaivota em torno do barco pesqueiro Foz do Mondego Concelho de Figueira da Foz PT
Foto: Ana Valentina Angelo Revoada da gaivota em torno do barco pesqueiro Foz do Mondego Concelho de Figueira da Foz PT

O Poeta do Poetas canta o Mondego

Foto: Ana Valentina Angelo Revoada da gaivota em torno do barco pesqueiro Foz do Mondego Concelho de Figueira da Foz PT

²Doces e claras águas do Mondego

Luiz Vaz de Camões

Doces e claras águas do Mondego,
Doce repouso de minha lembrança,
Onde a comprida e perfida esperança
Longo tempo apos si me trouxe cego,
De vós me aparto, si; porém não nego
Que inda a longa memoria, que me alcança,
Me não deixa de vós fazer mudança,
Mas quanto mais me alongo, mais me achego
Bem poderá a Fortuna este instrumento
Da alma levar por terra nova e estranha,
Offerecido ao mar remoto, ao vento.
Mas a alma, que de cá vos acompanha,
Nas azas do ligeiro pensamento
Para vós, águas, vôa, e em vós se banha”

A você que nos acompanha nesta coluna, cuide-se e até o nosso próximo contato.

Nossos agradecimentos aos Profissionais da Saúde do mundo pela coragem e dedicação neste momento tão difícil de pandemia.