Centro Histórico de Tavarede

Ana Valentina Angelo

Centro Histórico de Tavarede

Sob o céu de Figueira XVI

Olá Figueira!

 

 

Céu lindo, Figueira, azul como se fora o Atlântico banhando o infinito. Caminho em Tavarede, uma de suas quatorze freguesias. A alameda é tranquila e agradável. Rapidamente estou no Paço de Tavarede, o núcleo histórico do povoado.

 

Tavarede, também chamada de Terra do Limonete, situa-se a dois quilômetros da praia, e faz parte da malha urbana do Concelho de Figueira da Foz. Suas características particulares – que não são poucas – abrangem cenários e confortos modernos circundando lugares e patrimônios históricos relevantes e encantadores.

 

Estudos apontam o século XII como o período histórico em que, pela primeira vez, surge documentalmente a nominação TAVAREDE à região, por meio de uma doação de 1092, por D. Elvira e seu marido, na época, governador de Coimbra.

O Centro Histórico de Tavarede

Assim como na grande maioria das freguesias de Figueira, “o núcleo antigo da Tavarede é, ainda hoje, facilmente perceptível {…] da igreja até o Paço de Tavarede… ”¹. Toda a região prima por vestígios históricos seculares, estilos de construção, denominações e estreitamentos de ruas, azulejos nas fachadas das moradias, atividades urbanas e rurais intercaladas.

 

 

Neste cenário, dentre outros patrimônios, está a singela fonte centenária da região, edificada em 1876.  Trata-se da Fonte de Tavarede. É tida como a melhor água potável do concelho de Figueira da Foz.

Centro Histórico de Tavarede - foto: Ana Valentina Ângelo

A Fonte de Tavarede

Fonte de Tavarede - Centro Histórico de Tavarede - foto: Ana Valentina Ângelo
Fonte de Tavarede - foto: Ana Valentina Ângelo

Na rua, que leva o mesmo nome da fonte, encontra-se uma estreita viela onde, ao fundo, a água límpida jorra ininterruptamente, abrigada por uma edícula de paredes brancas, onde ornam três trabalhos em azulejaria. Rogério Reynaud “em 1946, a solicitação da Junta de Freguesia de Tavarede, desenhou os painéis que, em azulejo, foram colocados na nossa fonte… um dos quais representa o baptismo de Cristo e os dois restantes ostentando conceituosas quadras do poeta figueirense Cardoso Marta”.” ²

Azulejo Batismo de Cristo - Rogério Reynaud 1946
Azulejo "Batismo de Cristo" - Rogério Reynaud 1946 - Foto: Ana Valentina Ângelo
Azulejo "Trovas Cardoso Martha" - Rogério Reynaud 1946
Azulejo "Trovas Cardoso Martha" - Rogério Reynaud 1946 - Foto: Ana Valentina Ângelo
Azulejo "Trovas Cardoso Martha" - Rogério Reynaud 1946
Azulejo "Trovas Cardoso Martha" - Rogério Reynaud 1946 - Foto: Ana Valentina Ângelo

Homenagem a ilustres Tavaredenses

Azulejos - Rogério Reynaud 1946
Azulejos Rogério Reynaud - 1946 - Foto: Ana Valentina Ângelo

Na mureta lateral próxima da fonte figura, em azulejo do mesmo autor, a homenagem a cinco nomes proeminentes da história tavaredense:  “Àqueles que da morte se libertaram honrando e dignificando Tavarede”: João da Silva Cascão, amador de teatro, Antônio Jorge da Silva, autarca e amador de teatro, José Nunes Medina, musicólogo, Violinda Medina e Silva amadora de teatro, José da Silva Ribeiro, político, jornalista, filantropo e homem de teatro.

Vindo à Figueira da Foz, a romântica e singela Fonte de Tavarede, a dois quilômetros das praias de Buarcos e Praia da Claridade, está a sua espera. 

Sensações

Ana Valentina Ângelo

 

… e de teu cântaro deste-me de beber

uma vez  me olhaste,

uma vez te vi,  somente

longe…

senti falta de tua mão

que jamais tomara        

e saudades do teu amor

que jamais sentira

……………………………….

… finda a jornada

eis-me , de novo, a contemplar a fonte

sem cântaro, sem ti

embora nunca te tivesse,

sei que te perdi.

 

Coluna: Sob o céu de Figueira
Autora: Ana Valentina Ângelo
Idioma: Português Brasileiro
A autora não pratica as mudanças do novo Acordo Ortográfico

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